segunda-feira, 16 de novembro de 2009
IMAGENS QUE PERMANECEM
No pouco de
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AMOR ESCONDIDO
No buraco do umbigo, na menina dos meus olhos
Eu trago cá esse amor guardadinho comigo
Esse amor é meu amigo
Nos dias mais solitários
É um amor tão forte, tão vibrante
Nem sei como até agora
Ninguém conseguiu enxergar
Quem sabe se eu mostrar só pouquinho,
Dar a dica do caminho
Alguém possa encontrar
Quem sabe se eu mostrar só pouquinho
Dar a dica do caminho
Alguém possa encontrar
O meu amor
No pouco de
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
NADA EXPLICA O TEMPO... NADA!
SETEMBRO
(Delicatessen Jazz)
Dois mais um não é três
É vinte e um
Um dia lento de setembro
Uma celebração
E tantas luas depois
Tantos dezembros voando
Tantos janeiros girando
Estou em ti aqui
Se tanto tempo já passou
Sonhei tanto que não vi
E se passou foi em silêncio
Não ouvi
Que amor é esse parado no ar
Sempre num tempo presente
Não viaja o mesmo tempo
Dos amores ausentes
Esse amor que vai ficando
Sem perder o tom e o corpo
Sem perder a luz e a cor
Por todos os setembros
p.s.: se existe um Deus, ele está tentando me recompensar em dobro!
No pouco de
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
ACABE COM ESSA DROGA DE UMA VEZ
Estamos todos no mesmo barco: anônimos, celebridades, médicos, artistas, desempregados, loucos, sãos, homens, mulheres, gays, heteros, informados e desinformados - somos todos humanos e estamos aqui com, mais ou menos, o mesmo propósito: viver. VIVER. Realizações, sofrimentos, amores, alegrias, decepções, paixões... tudo, tudo o que for relativo à condição de estar vivo estamos sujeitos a passar."
No pouco de
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO
P.S.: reparem nas expressões e na interpretação da cantora. Sem dúvida é a melhor música do DVD "Elas cantam Roberto".
(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Eu, cada vez que vi você chegar,
Me fazer sorrir e me deixar
Decidido, eu disse nunca mais
Mas, novamente estúpido provei
Desse doce amargo quando eu sei
Cada volta sua o que me faz
Vi todo o meu orgulho em sua mão
Deslizar, se espatifar no chão
Vi o meu amor tratado assim
Mas, basta agora o que você me fez
Acabe com essa droga de uma vez
Não volte nunca mais pra mim
Eu, toda vez que vi você voltar,
Eu pensei que fosse pra ficar
E mais uma vez falei que 'sim'
Mas, já depois de tanta solidão
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim
Se você me perguntar se ainda é seu
Todo o meu amor, eu sei que eu
Certamente vou dizer que 'sim'
Mas, já depois de tanta solidão
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
MUSIQUINHA
SEU NOME
(Vander Lee)
Quando essa boca disser o seu nome, venha voando
Mesmo que a boca só diga seu nome de vez em quando
Posso enxergar no seu rosto um dia tão claro e luminoso
Quero provar desse gosto ainda tão raro e misterioso do amor...
Quero que você me dê o que tiver de bom pra dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia
Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo cuidado
Não traga a tempestade depois que o sol se pôr
Nem venha com piedade porque piedade não é amor
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
MUSIQUINHA
O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA
(Cazuza / João Rebouças / Rogério Meanda)
O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver
Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa
Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
TU TOME TENTO COM MEU CORAÇÃO
ALTAR PARTICULAR
(Maria Gadú)
Meu bem que hoje me pede pra apagar a luzE pôs meu frágil coração na cruzNo teu penoso altar particularSei lá, a tua ausência me causou o caosNo breu de hoje eu sinto queO tempo da cura tornou a tristeza normalE então, tu tome tento com meu coraçãoNão deixe ele vir na solidãoEncabulado por voltar a sósDepois, que o que é confuso te deixar sorrirTu me devolva o que tirou daquiQue o meu peito se abre e desata os nósSe enfim, você um dia resolver mudarTirar meu pobre coração do altarMe devolver, como se deve serOu então, dizer que dele resolveu cuidarTirar da cruz e o canonizarDigo faço melhor do que lhe parecerTeu cais deve ficar em algum lugar assimTão longe quanto eu possa ver de mimOnde ancoraste teu veleiro em florSem mais, a vida vai passando no vazioEstou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
ACREDITAR, ACREDITAR E ACREDITAR
" ...então penso que está certo assim, na nossa sede infinita (Drummond) acreditar e levar porrada mas voltar a acreditar e cair do cavalo e não deixar de acreditar e se desenganar e se arrebentar mas continuar acreditando que, de alguma forma, há alguma resposta de humano para humano. E que amar o humano do outro é aceitar e amar teu próprio humano, e que esse é o único jeito, o único way-out possível: procurar no humano do outro a saída do nosso próprio humano sem solução. (...) E pouco importar que tudo tenha sido ou continue sendo fantasia ou carência, porque é assim que as coisas são, e é através disso - e só disso, venusiano total - que posso crescer, e então quero crescer, e não me importo nem um pouco de voltar e acreditar e de ficar todo aceso e mais delicado para olhar as coisas, qualquer coisa."(Caio F.)
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sábado, 10 de outubro de 2009
CONSTATO
BOCA
.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
SEMPRE SE PODE CANTAR
"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo."Caio F.
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É SÓ MAIS UM BLÁ-BLÁ-BLÁ
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MAS, APESAR DE, A GENTE SACODE A POEIRA...
"Está tudo planejado:
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva
se houver vento,
ou se eu estiver cansado
dessa antiga melancolia
cinza fria
sobre as coisas
conhecidas pela casa
a mesa posta
e gasta
está tudo planejado
apago as luzes, no escuro
e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te
ou então
visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa
onde possa dançar rock
até cair"
Caio F.
Vem feriado, vem...
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CHUVA E FRIO NA TERRA DAS PARTÍCULAS PRETAS
"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."Caio F.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A PRIMEIRA PEDRA
Atire a primeira pedra
Quem não sofreu, quem não morreu por amor
Todo corpo que tem um deserto
Tem um olho de água por perto
Para ouvir basta abrir os poros
Para aceitar basta oferecer
Para quê adiar um desejo
De alguém que lhe quer tanto beijo
Quem de vocês
Resiste a uma tentação
Quem pretende revogar a lei do coração
Quem ousaria
Dessas vozes duvidar
Deixa a sua natureza se manifestar
(Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte)
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
POEMA IMUNDO
E um coração que bate
Tic tac tic tac
Um coração que bate
Tic tac tic tac
Um coração que bate
Tic tac tic tac
Um corpo desajeitado e grande
Que ocupa um lugar no espaço
Um lugar no espaço
Que toma um lugar no espaço
Que inutiliza um lugar no espaço
E um coração alagado
Um coração tictaqueado
Um coração idiotizado, banalizado
Um coração maltratado
No cosmo do meu quarto
Um poema sujo que guarda o nome dela
O cheiro do sexo
O cheiro de boceta e de cu
O meu cheiro
Um poema imundo que esquece o nome dela
Uma dose forte de Ferreira Gullar
E mais uma dose
Mais uma dose
Só uma dose
Sem pretensão
Sem distinção
Sem enganação
Um amor que caiba nos meus textos
E nos meus sonhos
E nos seus olhos
E em mais nada
E em mais nada
É só o que quer
Esse coração disléxico
Nascido há 27 anos
Que bate descompassado
Debaixo do peito, do seio, do mamilo, do bico
Escondido da chuva, da primavera, do verão e do frio
Covarde, patriota, aliado da burguesia
Delator dos (sacanas) interesseiros
Aliado da vida e da morte
Aliado de Deus...
É só o que quer
Só o que quer
Esse meu coração de menina
Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac.
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domingo, 4 de outubro de 2009
SEM TÍTULO
And what I wouldn't give to find a soulmate
Someone else to catch this drift
And what I wouldn't give to meet a kindred
Enough about me
Let's talk about you for a minute
Enough about you
Let's talk about life for a while
The conflicts, the craziness
And the sound of pretenses falling
All around, all around
Why am I so petrified of silence?
Here, can you handle this?
Did you think about your bills, your ex, your deadlines?
Or when you think you're gonna die?
Or did you long for the next distraction?
And all I need now is intellectual intercourse
A soul to dig the hole much deeper
And I have no concept of time, other than it is flying
If only I could kill the killer
And all I really want is some peace, man
A place to find a common ground
And all I really want is a wave-length
And all I really want is some comfort
A way to get my hands untied
And all I really want is some justice
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
TANTO
Eu voltei pra minha sina
Contei pra uma menina
Meu medo só termina estando ali
Ela é suave assim
E sabe quase tudo de mim
Ela sabe onde eu
Queria estar enfim
ps: em sampa city
ps do ps: e faltam menos de 12 horas... u-huuuuuu!
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
GRAMADO
Eu tô morando
num pedaço do céu
como o diabo gosta...
- pelo menos até domingo -
(só falta a lua-de-mel... HA-HA-HA).
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
EU SEI, NÃO É ASSIM, MAS DEIXA EU FINGIR E RIR
SENTIMENTAL
(Los Hermanos)
O quanto eu te falei?
Que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar
Falar do que foi pra você
Não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar
De tanto eu te falar
Você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir
Ela é mais sentimental que eu
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te
Ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.
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domingo, 20 de setembro de 2009
ALÉM DAS EXPECTATIVAS TODAS
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
TIVE UM SURTO DISPÉPTICO...
( Versão de "Bewitched, Bothered and Bewildered" - Richard Rodgers e Lorenz Hart, por Carlos Rennó)
Após nove ou dez conhaques,
Acordei qual uma flor,
Sem Engov nem ataques.
Nem senti tremor
Homem sempre me aparece;
Geralmente bem me dou.
Mas um meia-boca desse
Me desconcertou.
Tinindo estou;
Curtindo estou;
Criança, chorando
e sorrindo estou
Inquieta, tonta e encantada estou.
Sem dormir,
Não tem dormir,
O amor vem e diz: não convém dormir...
Inquieta, tonta e encantada estou.
Me perdi, dominada,
E daí? Errei, sim.
Ele é uma piada,
A piada sobre mim.
Ele é o fim,
E até o fim
Vou tê-lo pra vê-lo, com fé, no fim,
Inquieto, tonto e encantado também.
Vi demais,
Vivi demais,
Mas hoje eu já adolesci demais
Inquieta, tonta e encantada estou.
Niná-lo eu vou,
No embalo, eu vou,
Um dia na pele grudá-lo eu vou
Inquieta, tonta e encantada estou.
Ao falar ele sente,
Travação, timidez,
Mas horizontalmente
Falando, ele é dez.
Perplexa, enfim,
Com nexo, enfim,
Com – graças a Deus – muito sexo, enfim,
Inquieta, tonta e encantada estou.
Ele é um tolo, mas um tolo
O seu charme às vezes tem
Em seus braços eu me enrolo,
Que nem um neném.
Caso é aquela coisa louca;
Nem dormindo eu estou,
Desde que esse meia-boca
Me desconcertou.
Sensata, enfim,
Constato, enfim,
Sua baixa estatura de fato – enfim,
Inquieta, tonta e encantada não mais.
Doeu demais;
Rendeu demais;
Você ganhou muito e perdeu demais
Inquieta, tonta e encantada não mais.
Tive um surto dispéptico,
Mas viver já não dói.
Tenho o peito antisséptico,
Dês que você se foi.
Romance – finis;
Sem chance – finis;
Calor a invadir meu colant – finis;
Inquieta, tonta e encantada não mais.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ONDE A CREDULIDADE SE ESCONDE
Ces't la vie.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
DA SÉRIE: COISAS QUE NÃO SE PODE FAZER A UMA MULHER INTELIGENTE
você se fodeu preste atenção se ela ESCREVE MUITAS PALAVRAS EM CAIXA ALTA. Porque se isso acontecer, meu amigo, é que a coisa ficou feia pro teu lado. BEM feia.
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HORIZONTE EM CONSTANTE EXPANSÃO
TEMPOS (ULTRA) MODERNOS(Lulu Santos)
Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima do muro
de hipocrisia que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais farta e clara
Repleta de toda a satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
E que isso valha prá qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim do que não
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte amor
Vamos viver tudo o que há prá viver
Vamos nos permitir
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domingo, 13 de setembro de 2009
RETRATO ENQUADRADO DE UM HORIZONTE EM EXPANSÃO
Ali se vê
Aonde o arvoredo inventa um balé
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem o outono uma luz
Que acaricia essa beleza cor de giz
Que mora ao lado, mas parece outro país
Que me estranha, mas não sabe se é feliz
E não entende quando grito...
Eu tenho os olhos doidos, doidos, doidos
Já vi
Meus olhos doidos, doidos, doidos
São doidos por ti
O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
Diversos, retos, corretos
E o resto de paixão, reguei
Vai servir pra nós
E o doce da loucura é teu
É meu
Pra usar à sós
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
DESBARATINANDO!
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EU TENHO OS OLHOS DOIDOS, DOIDOS, DOIDOS...
O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
Diversos, retos, corretos
E o resto de paixão, reguei
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
ESPERANDO POR DIAS AZUIS
SONETO DO DESMANTELO AZUL
(Carlos Pena Filho)
Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas,
Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.
E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.
E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.
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DAS COISAS PARA SE ODIAR - ENTRE OUTRAS:
choro entalado, que não tem onde desaguar.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
HOJE MESMO
E o último,complexo, honesto e genuíno,
amar sem precisar da dor,
querer também sem magoar
Tocar seu corpo
Hoje mesmo.
(Nando Reis)
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
QUANDO O AMOR VACILA
"... Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor
vacila."
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
FERIADO COM ZÉLIA NA VEIA
TUDO SOBRE VOCÊ
Queria descobrir
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
SOBRE A POESIA
SIMULTANEIDADE
(Mário Quintana)
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo!
Eu creio em Deus! Deus é um absurdo!
Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
DAS OBSESSÕES
Desde ayer tú eres mi otro, mi hermano de sangre, si me aceptas. No pretendo, entiéndeme, suplantar a tu novia. No busco horarios ni exigencias ni ataduras ni compromisos. Aunque sea bien cierto que a veces los horarios, las exigencias, las ataduras y los compromisos son buenos substitutos de la seguridad que, al fin y al cabo, todos necesitamos. La necesidad de ser querido, y la seguridad de ser querido que se asocia a la rutina, a ese orden estructurado y predecible que se identifica con la felicidad y que es posible que la constituya (yo todavía no sé si la constituye o no, a mí no me preguntes: las relaciones abiertas son caóticas y minan emocionalmente, las relaciones cerradas y restrictivas acaban por anular y aburrir, ser o no ser libre, ésa es la cuestión). Yo sólo quiero verte, verte otra vez lo antes posible, si tú quieres.
Lucía Etxebarria em De todo lo visible y lo invisible
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
PARA R.F.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
TUDO QUE MOVE É SAGRADO
Eu queria querer-te e amar o amor
construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação
tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
e vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero e não queres como sou
não te quero e não queres como és
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MAS A VIDA É REAL E DE VIÉS
No inverno te proteger, no verão sair pra pescar
no outono te conhecer, primavera poder gostar
no estio me derreter
pra na chuva dançar e andar junto
um dia, quem sabe.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
QUANDO A MUSICA FALA...
Amanhã eu vou revelar
Depois eu penso em aprender
Daqui a uns dias eu vou dizer
O que me faz querer gritar
Aaaahhhhhh!!
No mês que vem
Tudo vai melhorar
Só mais alguns anos
E o mundo vai mudar
Ainda temos tempo
Até tudo explodir
Quem sabe quanto vai durar
Aaaahhhhh!!
Não deixe nada pra depois
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois
O tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar...
A partir de amanhã
Eu vou discutir
Da próxima vez
Eu vou questionar
Na segunda eu começo a agir
Só mais duas horas
Pra eu decidir...
Não deixe nada pra depois
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois
O tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Esse pode ser o último dia
De nossas vidas
Última chance de fazer
Tudo ter valido a pena
Ah! Ah! Ah!
Diga sempre tudo
O que precisa dizer
Arrisque mais
Pra não se arrepender
Nós não temos
Todo tempo do mundo
E esse mundo
Já faz muito tempo...
O futuro, o presente
E o presente já passou
O futuro, o presente
O presente já passou...
Não deixe nada pra depois
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois
O tempo passar
Não deixe nada
Pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar...
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
TEMPO
assistir à onda bater
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver
eu pensei que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar.
um século, um mês
três vidas e mais
um passo
pra trás?
por que
será?
...
vou pensar.
o que é impossível saber
não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi, o vento leva!
não sei mas sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer
e isso por quê?
(diz mais)
ú
se a gente já não sabe mais
rir um do outro, meu bem
então o que resta é chorar
e talvez
se tem que durar
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
um século, três,
se as vidas atrás são parte de nós
e como será?
o vento vai dizer lento o que virá
e se chover demais a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois sorrir em paz.
(só de encontrar...)
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DEPOIS RASGO
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
RE-POSTANDO
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
Clarice Lispector
E eu, que durmo com o amor pendurado na cabeça. E nele penduro pessoas e situações e frases e um pouco de mim. E porque eu acordo com ele na cabeça, e inevitavelmente o vejo sempre acima de mim, será por isso que não tenho mais fé nisso, nisso que chamam descuidadamente de AMOR? E com todas as letras maiúsculas, ainda! Vai ver que é porque o coloquei acima de mim. Mas por outro lado seria muita pretensão da minha parte que eu o colocasse aos meus pés. “O Amor não existe para ser rebaixado: ou está acima, ou acaba virando objeto de decoração”. Parece que no meu caso não há cálculo matemático algum, e muito menos errado. Não somei as compreensões e nem as imcompreensões – eu “apenas” tentei interpretá-las. Então acho que de errado o que fiz foi a análise dele: interpretei as compreensões e as incompreensões, e achei que só por ter amado uma vez seria capaz de amar para sempre.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
ESPERANÇADOS
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sábado, 15 de agosto de 2009
ENQUANTO VOCÊ DORMIA
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
DO AMOR
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A PEDIDO
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INSTRUÇÕES DE USO
(não) force declarações de amor
(não) forje declarações de ódio
(não) sinta precipitadamente
(não) sinta tardiamente
(não) julgue aleatoriamente
(não) condene indiscriminadamente
(não) permita o abuso
(não) solte as rédeas
(não) segure firme
(não) seja detalhista
(não) se prolongue
(não) discuta
(não) abandone
(não) caia em ciladas de amor
(não) dê vazão à paixão
(não) permita
(não) corte
(não) esqueça
(não) lembre
(não) gargalhe
(não) chore
(não) siga instruções
(não) leia a bula
(não) enxergue os nãos
(mas) apenas ame.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
PRECIPÍCIO
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domingo, 2 de agosto de 2009
TIRANDO A POEIRA COM MINHA PRESENÇA
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
“RE-DISTRAINDO”
POR NÃO ESTAREM DISTRAÍDOS (CLARICE LISPECTOR)
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
PS: a esperança é a última que morre.
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
AND I DO WHAT I DO (by Luiza)
Proibido andar em círculos.
Pena: de 3 meses a 2 anos de detenção.
Peguei aqui
Acessem o novo blog da minha querida amiga Luiza
PS: Lu, PER-FEI-TO! Você é sempre demais. Beijo grande.
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terça-feira, 21 de julho de 2009
ESPERA(NÇA)

e na espera, anseio
e no anseio, des-espero
e penso em você
em dias desiguais
em luas cheias
em noites quentes.
enquanto conto as horas, sufoco
e então contos os dias
(os que já se passaram)
e tranquilizo.
enquanto te desejo, visito a saudade
e na casa saudade mora a esperança
(esperança?)
muito prazer, dona esperança - você eu não conhecia.
então espero, sentada
e esperançada.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
ENCONTRO
Quando em minha imaginação você existia, e só lá morava, eu sabia o que fazer com meu pensamento: bastava desviá-lo para o prático, o racional, e a vida voltava ao normal. Bastava não pensar em flores, em manhãs ensolaradas, em taças de vinho pelo quarto, em música e velas. Bastava não querer nada além de uma boa xícara de café e chuva batendo no telhado. Quando só te sabia em minha imaginação, era fácil sair às ruas e saber o que fazer. Meus pés sabiam para onde ir, por onde andar e como chegar. Minhas mãos nunca estavam vazias, apesar do coração, e eu sabia o que fazer com elas, sempre. Mas quando em minha imaginação você apareceu, confesso que desejei que fosse algo além dela, da imaginação, e que eu pudesse então finalmente sorrir enquanto colocasse a mesa para duas pessoas, com um par de taças de cristal, velas e um par de guardanapos com bordinhas bordadas. Pois bem... agora que você existe não sei o que fazer com a tua ausência, mesmo te sabendo real. Você saiu da minha imaginação, sua morada agora é em outro lugar, mas se soubesse onde te colocar, enquanto está ausente, provavelmente não ficaria perdida olhando fotos tuas, e imaginando a careta do momento da foto. Agora que está aqui, aí e ali, me perco em pensamentos que só direciono a você, e não há racional algum que me faça parar de pensar. Nada de praticidade, meu coração só quer sentir, e sentir e sentir. Agora que você existe de verdade, e só para mim, eu penso em flores, em manhãs ensolaradas, em taças de vinho pelo quarto, em música, em velas e no quanto eu te quero do meu lado, mesmo que o cenário não seja necessariamente o que imaginei. Agora quero duas xícaras de café, chuva batendo no telhado e dois pares de pés se encostando debaixo do edredom. Agora meus pés não sabem mais para onde ir, porque qualquer destino que não seja ao teu encontro não os interessa. Mas eles continuam sabendo como chegar, porque sempre souberam do meu desejo por você. Eles sabiam que era você quem morava em minha imaginação. E tanto sabiam que me levaram ao teu encontro, sem nem mesmo eu saber para onde estava indo.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
NÃO SE ENGANE, MOÇO
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Pattiê,
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