sábado, 23 de janeiro de 2010

MUSIQUINHA!



Give me One Reason - Tracy Chapman

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

RECUERDOS

Quando ouço Zélia Duncan lembro do fogo que o coração sentia...eita que era bom sentir aquilo! hahaha

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

GARGALHADAS



Gargalhadas 
Bruna Caram

Pra que buscar recaída,
Reviver o drama
Mexer na ferida?
Por onde se engana o coração
Se encontra a saída pra vida
Tempo de ver que é maldade
Martelar as horas no chão da saudade
Embora agora contradição,
O tempo que pôs essa dor nessa conta
É quem desconta
Passa a te aponta o ponto de
Sorrir mais
Soltar gargalhadas
Deixar pra trás
O que te entristece
Tece teus ais
Rir mais
Soltar gargalhadas
Deixar pra trás
O que te entristece
Tece teus ais

domingo, 10 de janeiro de 2010

DESENHO DE GIZ

Quem quer viver um amor
Mas não quer suas marcas
Qualquer cicatriz
A ilusão do amor
Não é risco na areia
Desenho de giz
Eu sei que vocês vão dizer
A questão é querer
Desejar, decidir
Aí, diz o meu coração
Que prazer tem bater
Se ela não vai ouvir
Aí, minha boca me diz
Que prazer tem sorrir
Se ela não lhe sorrir também
Quem pode querer ser feliz
Se não for por um bem de amor
Eu sei que vocês vão dizer
A questão é querer
Desejar, decidir
Aí, diz o meu coração
Que prazer tem bater
Se ela não vai ouvir
Cantar mas me digam pra quê
E o que vou sonhar
Só querendo escapar a dor
Quem pode querer ser feliz
Se não for por amor



(João Bosco  /  Abel Silva)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

VEM QUERENDO SER FELIZ



FELIZ
(Dudu Falcão)


Vem pra misturar juizo e carnaval
Vem trair a solidão
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração

Vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz

Vem pra misturar juizo e carnaval
Vem trair a solidão, não
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração

Vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz

sábado, 12 de dezembro de 2009

PERDI MINHA HORA MARCADA, ABRI MINHA PORTA FECHADA...

Ter de novo sua mão na minha
A razão por que andou sozinha
Nem sei mais, um sentimento não vacila
Escutei sua voz no vento
Coração salta no meu peito
Estou de alma lavada
Não chove mais na minha estrada
Seu olhar já me chamou
Eu vou

Meus olhos dizem muito mais do que você supõe. Eles anunciam novos tempos, delatam minha esperança - aquela outrora perdida - e revelam o meu amor, o meu querer. Meus olhos, assim como o mar profundo, contém todo o mistério e toda a beleza da vida. Da minha vida, da nossa vida. Se antes, em outro encontro, nossos olhares eram díspares e não miravam o mesmo lugar, hoje eles bailam em sincronia compassada o balé da vida a dois. Seu olhar me chamou, abri minha porta fechada e perdi minha hora marcada. Agora quem olha profundamente nos teus olhos e te convoca a bailar pela vida sou eu: concede-me a honra desta dança?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

AI AI...





segunda-feira, 16 de novembro de 2009

IMAGENS QUE PERMANECEM

De todas as maneiras que há para se guardar a imagem de uma pessoa, a pior é apelar para o computador. Sim, porque que imagens podem ser boas ou ruins. Algumas saem tremidas, outras com pouca luz, algumas perfeitas e outras nem tanto. Há imagens de todos os tipos, e para todos os gostos, e muito espaço para armazená-las quando se tem uma câmera digital em mãos. Talvez as imagens que nos tragam mais alegria sejam exatamente aquelas que o cérebro guarda, mesmo depois de já terem sido deletadas da memória do dispositivo portátil. Um sorriso, uma cara de felicidade, um olhar pensativo, ou apaixonado, aquela paisagem compartilhada: tudo é imagem, e todas são passíveis de ficarem na memória ad eternum.

Foi assim quando perdi o HD do meu notebook: as melhores imagens ficaram guardadinhas no imaginário do meu cérebro. Guardei aquela fotografia que tiramos naquele restaurante, cuja altura me causava mais vertigem que as noites loucas de amor (anos depois me senti feliz em saber que tu também se lembra com carinho não só da foto, mas do momento). Olhava a foto com um carinho tão terno que a cada vez que a via imediatamente teu cheiro vinha acompanhar minhas lembranças remotas. Nunca precisei do registro físico para acessar meu HD interno - bastava me apoderar do conforto do passado para que as imagens, todas elas, ficassem ao alcance dos meus mais puros sentimentos nessa minha mente tão poderosa.

Porém, e apesar de saber que nunca precisaria acessar os arquivos físicos para me lembrar dos bons momentos do passado, senti falta de te olhar mais uma vez. Porque mesmo com toda a minha desenvoltura mental, meus olhos ainda guardam um ceticismo antes detectado apenas em São Thomé: às vezes é preciso "ver para crer". Não que a imagem mental não me traga alegria - pelo contrário - mas ver teu retrato valida a minha desconfiança de que ainda não me tornei uma maluca, daquele tipo que conversa com gente invisível nas ruas e inventa histórias tão lindas quanto um romance de Henry James.

Hoje, ao te indagar sobre tais fotografias daquele passado em comum, uma flecha atingiu meu peito. É claro que sabia do risco de nunca mais reaver tais arquivos, uma vez que a maioria das pessoas opta por jogar o passado no lixo a fim de nunca mais caírem em tentação - não sabia se esse era seu caso. De qualquer forma, e sabendo do risco, não me furtei em perguntar: ainda tens as imagens? A resposta veio como um gosto azedo, talvez um ranço, mas no final teve sabor de pena: não sei, preciso procurá-las. E juro que vi em seus olhos uma tristeza de arrependimento, já que o movimento de descartá-las talvez tivesse sido precipitado - há sempre espaço para mais algumas imagens nos HD's da vida.

Conformada com o destino que tomou os bons momentos que compartilhamos, apenas lamentei o fato de não poder mais emprestar aos meus olhos alguma alegria, mesmo que passageira, quando o momento presente estivesse insuportável - se não servissem para nos presentear com alegrias clandestinas, de que valeriam as lembranças? E de súbito percebi que naquele instante seu olhar me devolvia um pouco daquela esperança que me acompanhou quando perguntei pelas tais fotografias: não, calma... ainda não sei se as joguei fora. Pode ser que não. Tenho uma pasta no meu computador chamada "Outras Imagens", vou vasculhá-la e te falo se tais imagens ainda existem.

De todas as maneiras que há para se guardar a imagem de uma pessoa, a pior é apelar para o computador: muitas pessoas podem se perder, algumas serem descartadas e outras ficarem esquecidas, num canto, ou numa pasta intitulada de "Outras Imagens".

AMOR ESCONDIDO

Bruna Caram com cd novo! Feriado Pessoal é nome do álbum...



AMOR ESCONDIDO
Eu tenho um grande amor escondido
No buraco do umbigo, na menina dos meus olhos
Eu trago cá esse amor guardadinho comigo
Esse amor é meu amigo
Nos dias mais solitários
É um amor tão forte, tão vibrante
Nem sei como até agora
Ninguém conseguiu enxergar
Quem sabe se eu mostrar só pouquinho,
Dar a dica do caminho
Alguém possa encontrar
Quem sabe se eu mostrar só pouquinho
Dar a dica do caminho
Alguém possa encontrar
O meu amor

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

NADA EXPLICA O TEMPO... NADA!

SETEMBRO
(Delicatessen Jazz)

Dois mais um não é três
É vinte e um
Um dia lento de setembro
Uma celebração
E tantas luas depois
Tantos dezembros voando
Tantos janeiros girando
Estou em ti aqui

Se tanto tempo já passou
Sonhei tanto que não vi
E se passou foi em silêncio
Não ouvi

Que amor é esse parado no ar
Sempre num tempo presente
Não viaja o mesmo tempo
Dos amores ausentes

Esse amor que vai ficando
Sem perder o tom e o corpo
Sem perder a luz e a cor
Por todos os setembros


p.s.: se existe um Deus, ele está tentando me recompensar em dobro!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ACABE COM ESSA DROGA DE UMA VEZ

"Assisti ao vídeo abaixo umas 10 vezes. Observei as feições da Adriana em todos os momentos. Viajei na música juntamente com a intérprete e, como não poderia deixar de acontecer, pensei em momentos que vivi (ah, essa arte que por vezes imita a vida).

Estamos todos no mesmo barco: anônimos, celebridades, médicos, artistas, desempregados, loucos, sãos, homens, mulheres, gays, heteros, informados e desinformados - somos todos humanos e estamos aqui com, mais ou menos, o mesmo propósito: viver. VIVER. Realizações, sofrimentos, amores, alegrias, decepções, paixões... tudo, tudo o que for relativo à condição de estar vivo estamos sujeitos a passar."



Comecei a escrever esse post ontem mas fui interrompida pelo apagão. E então fui dormir pensando que tinha ainda muita coisa pra escrever, já que me privei de falar tantas outras. Porém, hoje, percebi que perdi a linha do raciocínio... no começo fiquei chateada, mas agora, refletindo melhor sobre a questão, concluo que a vida é assim mesmo: nem sempre dizemos tudo o que precisava ser dito, nem sempre realizamos tudo o que gostaríamos de realizar. Às vezes vamos dormir antes da hora habitual, e corriqueiramente perdemos muitos raciocínios - e não somente por conta de "apagões", mas principalmente por conta dos acontecimentos que fogem ao nosso controle e desviam nossa atenção o tempo todo. O barato de tudo é aceitar os fatos não como uma ironia do destino, mas como uma providência. E sabe por que digo isso? Porque, cá entre nós, se eu tivesse terminado de escrever o post ontem, o desfecho do texto seria dado como a maior idiotice que eu já poderia ter escrito em toda a minha vida.

OBRIGADA, APAGÃO!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO

Meu caso com Robertão é antigo, do tempo em que as músicas ficavam guardadinhas dentro de uma bolacha enorme - mais conhecida como vinil (tenho alguns dele, inclusive). Essa música não é a minha preferida, mas na interpretação da Calcanhotto ela fica ali, pareada, com "Detalhes", "Olha" e "Falando Sério". Bom, vamos ao que interessa - já que agora esse é um blog mais musical do que qualquer outra coisa...

P.S.: reparem nas expressões e na interpretação da cantora. Sem dúvida é a melhor música do DVD "Elas cantam Roberto".



DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO
(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

Eu, cada vez que vi você chegar,
Me fazer sorrir e me deixar
Decidido, eu disse nunca mais
Mas, novamente estúpido provei
Desse doce amargo quando eu sei
Cada volta sua o que me faz

Vi todo o meu orgulho em sua mão
Deslizar, se espatifar no chão
Vi o meu amor tratado assim
Mas, basta agora o que você me fez
Acabe com essa droga de uma vez
Não volte nunca mais pra mim

Eu, toda vez que vi você voltar,
Eu pensei que fosse pra ficar
E mais uma vez falei que 'sim'
Mas, já depois de tanta solidão
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim

Se você me perguntar se ainda é seu
Todo o meu amor, eu sei que eu
Certamente vou dizer que 'sim'
Mas, já depois de tanta solidão
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim

Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MUSIQUINHA



SEU NOME
(Vander Lee)

Quando essa boca disser o seu nome, venha voando
Mesmo que a boca só diga seu nome de vez em quando
Posso enxergar no seu rosto um dia tão claro e luminoso
Quero provar desse gosto ainda tão raro e misterioso do amor...
Quero que você me dê o que tiver de bom pra dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia
Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo cuidado
Não traga a tempestade depois que o sol se pôr
Nem venha com piedade porque piedade não é amor

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MUSIQUINHA



O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA
(Cazuza / João Rebouças / Rogério Meanda)

O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver
Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa
Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa

terça-feira, 20 de outubro de 2009

TU TOME TENTO COM MEU CORAÇÃO



ALTAR PARTICULAR
(Maria Gadú)
Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular

Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós

Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser

Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer

Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor

Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ACREDITAR, ACREDITAR E ACREDITAR

" ...então penso que está certo assim, na nossa sede infinita (Drummond) acreditar e levar porrada mas voltar a acreditar e cair do cavalo e não deixar de acreditar e se desenganar e se arrebentar mas continuar acreditando que, de alguma forma, há alguma resposta de humano para humano. E que amar o humano do outro é aceitar e amar teu próprio humano, e que esse é o único jeito, o único way-out possível: procurar no humano do outro a saída do nosso próprio humano sem solução. (...) E pouco importar que tudo tenha sido ou continue sendo fantasia ou carência, porque é assim que as coisas são, e é através disso - e só disso, venusiano total - que posso crescer, e então quero crescer, e não me importo nem um pouco de voltar e acreditar e de ficar todo aceso e mais delicado para olhar as coisas, qualquer coisa."

(Caio F.)

sábado, 10 de outubro de 2009

CONSTATO

BOCA

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NUCA
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MÃO
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E A TUA MENTE? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SEMPRE SE PODE CANTAR

"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo."

Caio F.

A vida acontecendo, o dia correndo, os afazeres se acumulando e eu só sei lhe observar. Será que chora de dor ou de alegria? Será que se distrai com a felicidade ou com a agonia? Não sei, não sei... o que sei é que te observo, e com os olhos brilhantes. Não, não te quero. Já me convenci de que você fica bem mais bonita na minha estante. Um adereço que eu posso usar como inspiração quando a mesma me falta. Sim, eu sei que a vida é boa para ser vivida, mas eu gosto de contá-la aqui, na realidade do papel. Não fosse você, certamente seria outra. E eu continuaria a contemplar o que delicadamente chamo de saudade.

É SÓ MAIS UM BLÁ-BLÁ-BLÁ

E então eu me dou conta de que o que faltou pra mim foi paixão. Paixão ardente, daquelas que a gente quer e não importa se é gula, olho grande, ganância. A gente quer é se lambuzar. A gente quer e ponto. E aí arma escândalo na porta de casa, rasga a camisa porque suspeita de traição, cheira o cangote e descobre um perfume diferente, fica irada com o telefonema clandestino. Mas também, no ápice da lucidez, comete loucuras deliciosamente apaixonadas: um mar de rosas que inunda o apartamento de 50m², um avião para Quixeramobim só pra dizer oi e dar um beijo de bom dia, arranca o outro do convívio social e passa uma semana inteira no quarto, na cama, se alimentando de beijos e carícias e orgasmos múltiplos. Agora amor... amor eu sempre tive. Nunca me queixei de falta de amor. Amei, desamei, amei de novo. Levava a vida crente de que amar era o que bastava, era o final único para o encontro com a felicidade. É claro que existiam ingredientes para que houvesse O Amor (cumplicidade, respeito, carinho...), mas ele, por si só, me resgataria de todo o mal que eu houvesse praticado e me deixaria cara a cara, na boca do gol, em paz com Deus. Já a paixão sempre tentou me pegar pelas pernas, e dela eu sempre fugia. Aquela atitude polida, reta, concreta. Não, veja bem, ciúme é doença, é até uma irracionalidade sem tamanho – eu dizia. E desde quando paixão rima com razão? Ah, quanto desperdício de intelecto. Poderia eu recitar intelectuais poemas na tua boca, diretamente, sem precisar gastar saliva com palavras que seriam um dia esquecidas. O cheiro, o gosto, o tesão, não, isso não se esquece. Palavras a gente ouve todos os dias, a todo momento. São bonitas, feias, encantadoras, histéricas e só. É sempre um blá-blá-blá que não respeita fronteiras. Palavras não precisam de passaporte. Entram, clandestinas, em qualquer país, em qualquer cidade, em qualquer ouvido desavisado. Já a paixão... ou se tem a chave dessa coisa que queima, ou não. Ou se credencia na portaria, com nome, RG e foto 3x4, ou morre à míngua. Paixão não é pra qualquer um não. Paixão, mesmo com passaporte amarelo, é aquela que encara o fiscal da imigração, sorri com os dentes mais brancos que alguém já pode ter visto, hipnotiza o capataz da fronteira e adentra sem rumo. Ou com o rumo certo, certeiro. Paixão não tem pátria. Não escolhe nome, nem endereço. É cidadã do mundo. Paixão é o que me falta.

MAS, APESAR DE, A GENTE SACODE A POEIRA...

"Está tudo planejado:
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva
se houver vento,
ou se eu estiver cansado
dessa antiga melancolia
cinza fria
sobre as coisas
conhecidas pela casa
a mesa posta
e gasta
está tudo planejado
apago as luzes, no escuro
e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te
ou então
visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa
onde possa dançar rock
até cair"

Caio F.

Vem feriado, vem...

 
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